ocorre porque a uretra não é esvaziada completamente durante a micção. O pequeno restante de urina fica retido na curva da uretra (próximo à base do pênis) devido à fraqueza dos músculos que deveriam expulsar esse líquido ou por uma leve obstrução. Fatores como o aumento da próstata, sedentarismo e o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico são as causas mais frequentes. Dicas práticas para resolver o problema A boa notícia é que, na maioria das vezes, o gotejamento pós-miccional pode ser resolvido com mudanças de hábito e técnicas simples: 1. A técnica da “ordenha” uretral: Após terminar de urinar, posicione os dedos logo atrás do escroto e aplique uma leve pressão, deslizando-os para frente em direção à base do pênis. Isso ajuda a empurrar fisicamente a urina que ficou “parada” no canal. 2. Exercícios de Kegel: Assim como qualquer outro músculo, o assoalho pélvico pode ser treinado. Praticar contrações rítmicas dessa região ajuda a fortalecer a musculatura que sustenta a bexiga e a uretra, melhorando o controle urinário.
3. Não tenha pressa: Evite urinar correndo. Relaxar a musculatura abdominal e dar tempo para que a bexiga se esvazie completamente reduz as chances de sobra de líquido. 4. Balance o corpo: Às vezes, um leve movimento de balanço ou inclinação para frente ao final da micção ajuda a expelir as últimas gotas. Quando buscar ajuda médica? Embora o gotejamento isolado raramente seja grave, ele pode ser um sinal de alerta se vier acompanhado de outros sintomas, como: Dificuldade para iniciar o jato; Sensação de que a bexiga nunca esvazia totalmente; Necessidade de urinar muitas vezes durante a noite; Dor ou ardência. Se as técnicas simples não resolverem ou se houver outros sintomas, consultar um urologista é essencial para avaliar a saúde da próstata e da bexiga. Cuidar da saúde urinária é fundamental para manter o bem-estar e a autoconfiança no dia a dia.